Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization — indicador de geração operacional de caixa antes dos efeitos de financiamento e tributação.
Em português: Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA). Remove da análise os efeitos da estrutura de capital (juros), da política tributária (impostos) e de decisões contábeis de longo prazo (depreciação/amortização). Por isso é amplamente usado para comparar empresas de diferentes países, regimes tributários e perfis de endividamento. O múltiplo EV/EBITDA (Valor da Empresa / EBITDA) é o principal indicador em valuations de M&A.
EBITDA = Lucro Líquido + Imposto de Renda + Juros Líquidos + Depreciação + Amortização
Empresa com Receita Líquida de R$ 10 mi, Lucro Líquido de R$ 800k, IR de R$ 400k, Juros de R$ 300k e D&A de R$ 500k: EBITDA = R$ 2 mi (Margem EBITDA 20%). Se o mercado paga EV/EBITDA de 8x, a empresa vale R$ 16 mi.
Bancos usam Dívida Líquida/EBITDA como covenant principal em contratos de crédito de médio e longo prazo. Empresas com EBITDA crescente e alavancagem controlada (< 3x EBITDA) têm acesso a crédito mais barato e condições melhores.
Tratar EBITDA como geração de caixa livre. O EBITDA ignora variações de capital de giro e investimentos (CapEx), que consomem caixa real. Uma empresa com EBITDA alto mas ciclo financeiro longo e CapEx pesado pode ter caixa operacional negativo.
Não. O Adjusted EBITDA exclui itens não recorrentes (reestruturações, provisões pontuais, ganhos/perdas de capital). É o número que empresas apresentam em captações e M&A — leia sempre as notas explicativas para entender os ajustes.
Parta do lucro operacional (DRE): EBITDA = Lucro Operacional + Depreciação/Amortização do período. Se não tiver DRE estruturado, some: lucro líquido + IR + CSLL + juros pagos + D&A.