Índice de Preços ao Consumidor Amplo — inflação oficial do Brasil, medida pelo IBGE, usada como meta de política monetária e referência para contratos e reajustes.
Calculado mensalmente pelo IBGE com base em pesquisa de preços de uma cesta de bens e serviços consumidos por famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos em 13 regiões metropolitanas. A meta de inflação é definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e o Banco Central usa a Selic para convergir o IPCA à meta. IPCA alto corrói o poder de compra e eleva o custo do crédito — IPCA baixo favorece juros menores.
Com IPCA de 4,8% no ano, um contrato reajustado por IPCA + 3% aumenta 7,8%. Para o empresário, isso significa que receitas nominais crescendo abaixo do IPCA representam queda real de faturamento.
Contratos de aluguel residencial, debêntures, NTN-Bs (Tesouro IPCA+) e muitos contratos de fornecimento usam o IPCA como indexador. Conhecer o IPCA ajuda a negociar reajustes adequados e a proteger margens contra a inflação.
Use o IPCA para reajustar contratos de longo prazo, calcular o custo real do crédito (taxa nominal menos IPCA = taxa real) e avaliar se o crescimento de receita está acima ou abaixo da inflação.
O IPCA mede a inflação ao consumidor final. O IGP-M (FGV) mede a inflação em toda a cadeia (atacado, construção e consumidor) e costuma ser mais volátil. Historicamente, aluguéis usavam IGP-M, mas muitos contratos migraram para IPCA após a volatilidade do IGP-M em 2020–2021.
Multiplique o valor atual pelo fator acumulado: Valor Novo = Valor Atual × (1 + IPCA acumulado no período). Ex: aluguel de R$ 3.000 com IPCA de 4,8% → novo aluguel = R$ 3.000 × 1,048 = R$ 3.144.